PABLO, AMOR DA MINHA VIDA!!!!!!!!!

Pablo, meu amor!

 

Ontem, enquanto esperava o sono vir e me levar para o mundo dos sonhos, peguei minha caixa de correspondências e fiquei lendo as cartas que me enviaste...

Mesmo estando você em Cuba, meu coração te sente perto.

Sentir teu perfume no travesseiro trás lembranças tão vivas que parece que você nunca partiu...

Cada vez que chego em casa, espero te encontrar... E parece que, a qualquer momento você entrará por aquela porta...

Fomos feitos um para o outro. Não há mais como negar isso.

Sei que as coisas andam complicadas, os negócios de venda dos hotéis não estão correndo como esperavas, mas mesmo assim sei que tudo dará certo.

Estaremos longe neste dia dos namorados, mas tenho certeza de que comemoraremos muitos!

Te amo muito!

Para sempre tua,

Reneé



 Escrito por Pablo e Reneé às 13h28
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AO MEU ETERNO AMOR

Amor - pois que é palavra essencial

(Drummond)

Amor - pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.
Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.
E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da prórpia vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.
E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino.
Quantas vezes morremos um no outro,
nu úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.
Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.

Pablo,

Que possamos comemorar o dia dos namorados por muitos e muitos anos! Te amo muito!

Beijos, Reneé.



 Escrito por Pablo e Reneé às 14h35
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